O Brasil venceu na noite de ontem a Argentina pelo tal 'Superclássico das Américas', torneio que foi inventado para acirrar a rivalidade das equipes e que deveria em suma, homenagear a falecida Copa Rocca. Reservei minha noite para descansar e consequentemente encostado no sofá optei por Brasil x Argentina como passatempo (a seleção, à anos, não me seduz como em outrora).
A vitória chegou com gols no segundo tempo após uma primeira etapa quase sonolenta. Quase, porque Lucas em arrancadas, Borges como pivô e Ronaldinho Gaúcho cobrando faltas, deram alguma empolgação. No segundo tempo o time voltou mais aceso e em um contra ataque muito bem armado por Cortês, Borges, Danilo e Lucas, o Brasil chegou ao gol com o são paulino. Preterido no jogo de Córdoba, no dia 14, Lucas foi o melhor em campo ontem ao lado do foguete Cortês. Como joga com tranquilidade e desenvoltura o lateral esquerdo, hein?! Há tempos a posição está carente e se ele seguir com a gana aparente, vai ser titular fácil, não é mesmo Mano Menezes?!
Depois do primeiro gol a Argentina, que criara apenas uma boa chance com Fernández e teve em Montillo sua principal peça, seguiu sem dar sinais vitais e após ótimo passe de Cortês, Diego Souza, o craque do Brasileirão 2011 até aqui, tocou com açúcar para Neymar fazer um gol estranho, mas que puxou a tomada dos aparelhos que mantinham a Argentina respirando.
Com a vitória, o 'oba-oba' da entrega da taça e a realidade volta à tona. O Brasil não me convenceu. Vejo seleções como Uruguai e Holanda ainda a frente da esquadra que vem sendo armada por Mano, mas as boas participações dos 'brasileiros', podem dar uma dimensão à Mano de que os 'estrangeiros' não são a salvação.
No meu time, Jeferson assumiria a titularidade, está em fase magistral e tem sido mais regular que Júlio César, Victor e Fábio. Na lateral direita Daniel Alves é o dono, com Maicon ainda na bota e Danilo entrando como azarão, mas com qualidade. Na lateral esquerda Cortês assume a vaga, Marcelo fica no banco (sem mimimi hein) e André Santos que se divirta em Londres com o Arsenal.
Na defesa David Luiz e Thiago Silva são absolutos e apenas o eterno Lúcio pode roubar a vaga do primeiro. Miranda e Rhodolfo deveriam ser melhor observados e não confio em Dedé e Réver. No meio-campo dois volantes pegadores precisam jogar, mas mesmo assim, deixaria o piano para Ralf e faria Hernanes jogar como em 2007 pelo São Paulo. Lucas Leiva, Romulo, Wellington, Ramires e Sandro são ótimas opções para o banco, com o ex-cruzeirense podendo assumir a vaga de Hernanes como titular.
Na armação Ronbaldinho Gaúcho voltou com tudo. Está com fome e jogando melhor hoje pela seleção do que quando era o melhor do mundo. Ao seu lado, o rápido Lucas merece chance, mas os cadenciadores Paulo Henrique Ganso e Kaká, retornando a velha fase, não podem ser esquecidos. O ataque é zap na mão. Leandro Damião e Neymar juntos formam uma dupla perigosa demais, com Borges, Robinho e até mesmo os futuramente renascidos Luís Fabiano e Adriano brigando por uma vaga.
FICHA TÉCNICA
BRASIL 2 x 0 ARGENTINA
Estádio Olímpico do Pará (Mangueirão), em Belém (PA)
Público: 43.038 espectadores
Árbitro: Jorge Larrionda (Uruguai)
Assistentes: Pablo Fandiño e Mauricio Espinosa (ambos do Uruguai)
Cartões amarelos: Danilo (Brasil); Desábato (Argentina)
Gols: BRASIL: Lucas, aos oito, Neymar, aos 29 minutos do segundo tempo
BRASIL: Jefferson; Danilo, Dedé, Réver e Cortês (Kleber); Ralf, Rômulo e Lucas (Diego Souza); Neymar, Borges (Fred) e Ronaldinho Gaúcho
Técnico: Mano Menezes.
ARGENTINA: Orión; Cellay, Desábato, Sebá Dominguez ; Pillud (Mouche), Fernández, Guiñazu, Canteros (Bolatti) e Papa; Montillo e Viatri
Técnico: Alejandro Sabella.







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